Estrambólico

Estranho é, a meu ver, quem pense haver alguém estranho.

Como se entre o preto e o branco só pudéssemos pensar em tons de cinzas, mas eis que surge ali um castanho. E fica tu perdido na explicação científica do porque está errado aquele tom estranho. É um invasor. Um disco voador. Um acidente gráfico. Não pode! Pinta de preto. Pinta de branco. Deixe-o no tom. Que tom? O tom certo. Qual certo? Aquele que completa a matiz entre o preto e o branco. Ou meta-o logo em um dos extremos. Mas não o deixe ser assim, assumidamente, nem preto nem branco nem cinza. Castanho. Meu deus, que estranho! Como é que foi surgir bem aí? E vem então a junta médica – no caso a junta de gráficos, designers e outros especialistas – até que alguém diz é só um pingo de tinta. Pinte-o de preto, pinte-o de branco, não insista. Aqui não pode haver castanho.

Então você, sujeito estranho, que normatiza, revisa e nunca improvisa, perdeu a pista:

olhando de perto não era pingo, não era tinta, era resto de pizza!

De que importa como foi parar aí? Era resto de pizza. Sabor e vida na tua escala de cinza. Mas que maçada tua ideia pré-concebida!  Agora é tarde, estranho, você apagou o sabor da vida.

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